O treinador homenageado do post de hoje é um dos maiores personagens do Futebol europeu de todos os tempos. Uma pessoa de caráter e sabedoria acima de qualquer suspeita, capaz de cativar o mais rebelde grupo de jogadores e a mais impaciente torcida: Sir Bobby Robson.
Nascido em County Durham, na Inglaterra, filho de um mineiro de carvão, foi apresentado por seu pai ao Futebol quando muito jovem, ambos indo frequentemente ao St. James' Park, estádio do Newcastle United, onde Bobby se apaixonou pelo jogo, assistindo seus maiores ídolos, os atacantes Jackie Milburn e Len Shackleton, inspiração para sua carreira de jogador.
Como jogador, assim como seus ídolos, era um Inside Forward, hoje posição transformada no meia-atacante. Não conseguiu jogar no seu clube do coração, o Newcastle, tendo iniciado sua carreira no Fulham. Um prolífico marcador de gols, Robson se transferiria ao West Bromwich Albion, clube que o alavancou à Seleção Inglesa. Voltou ao Fulham por cinco temporadas, encerrando sua carreira no Vancouver Royals, do Canadá.
Foi peça importante da Seleção Inglesa em duas Copas do Mundo, em 1958 e 1962, sendo titular em ambas as equipes.
Iniciou a sua gloriosa carreira de treinador no Fulham, em 1968. Contratado para tentar salvar o time de Craven Cottage do rebaixamento, não logrando sucesso. Inusitadamente, Robson descobriu que havia sido demitido por uma manchete de um jornal local, antes mesmo de ser comunicado pelo seu clube.
Em 1969, ganhou a disputa pelo cargo vago no Ipswich Town. Lá, ganharia a sua fama de competente treinador. Depois de quatro temporadas inexpressivas em Ipswich, na temporada 1972-73 Robson levou o time à quarta colocação do Campeonato Inglês, além de vencer a Texaco Cup. Mas ele não pararia por aí.
Em 1978, conquistou a FA Cup, sobre o gigante Arsenal, que tinha jogadores consagrados como Malcolm Macdonald, Liam Brady, Pat Jennings e David O'Leary. Na temporada 1980-81, a sua maior conquista continental, a Copa da UEFA, pelo mesmo Ipswich Town, um resultado surpreendente para um clube de tal tamanho, batendo o AZ Alkmaar na final.
Robson foi tão vitorioso na época de Ipswich, que em 2002 foi erguida uma estátua em tamanho real em frente do estádio do clube, Portman Road.
Por conta das suas conquistas como treinador do Ipswich, foi-lhe oferecido o cargo de treinador da Seleção Inglesa, o que prontamente aceitou. Assumiu o comando logo após a eliminação da Inglaterra da Copa do Mundo de 1982, substituindo Ron Greenwood.
Classificou o selecionado inglês para a Copa do Mundo do México, em 1986. Fez um bom início de campanha, classificando os ingleses para as quartas-de-final, onde enfrentariam a Argentina de Maradona. Infelizmente, Robson foi derrotado pela "Mão de Deus" de Maradona. Perderam por 2 a 1, e Robson repudiou as alegações de atos divinos por parte de Maradona:
"Não foi a mão de Deus. Foi a mão de um patife. Deus não teve nada a ver com isso... Naquele dia, Maradona perdeu seu conceito comigo para sempre".
Na Euro de 1988, também não teve muita sorte. O grupo inglês foi eliminado na primeira fase, perdendo suas três partidas. Robson foi crucificado pela imprensa, e, após um empate num amistoso com a seleção da Arábia Saudita, foi execrado. Pediu sua demissão, que foi rejeitada pela FA.
Continuou para comandar a Inglaterra na Copa de 1990. Robson passou por dificuldades na primeira fase, liderando seu grupo com apenas 4 pontos conquistados. Entretanto, conquistou boas vitórias contra a Bélgica e Camarões no mata-mata, chegando na semi-final contra a Alemanha. Em um jogo disputadíssimo, nervoso, a Inglaterra foi derrotada na disputa de pênaltis, um evento que assombraria Robson pelo resto de sua vida. Conquistou um quarto lugar no torneio, melhor classificação inglesa em uma Copa do Mundo, depois da conquista de 1966.
Depois de 1990, Robson decidiu não renovar seu contrato com a FA, partindo então para uma jornada em terras estrangeiras. No mesmo ano, assumiu o PSV Eindhoven, um elenco talentoso porém instável. Frustrou-se com a falta de disciplina do craque Romário, apesar de admirar sua técnica. Apesar de toda a instabilidade no vestiário, Robson conquistou duas vezes o Campeonato Holandês, nas temporadas 1990-91 e 1991-92. Porém, como o PSV não vinha indo bem nas competições europeias, Robson foi demitido.
Na temporada 1992-93, partiu para Portugal, mais precisamente para o Sporting Lisboa. Lá foi auxiliado por um jovem José Mourinho, seu tradutor. Na primeira temporada, conseguiu levar o clube ao terceiro lugar do campeonato, apesar de o time estar precariamente dirigido por seu presidente, que contratava jogadores sem o consentimento de Robson, e agia de forma excêntrica. Excentricamente, o presidente demitiu Robson na temporada 1993-94, mesmo com o Sporting liderando o Campeonato Português, alegando que o time vinha mal nas competições continentais.
Rapidamente, o Porto, rivalíssimo do Sporting, contratou o inglês, juntamente com Mourinho, seu assistente. Na época, morava no mesmo condomínio que Robson o jovem André Villas-Boas, que trabalharia com o inglês como olheiro no Porto, e seria seu pupilo por vários anos. Robson assumiu o Porto com uma torcida desmotivada, com média de público de apenas dez mil pessoas por jogo.
Entretanto, Robson comandou uma reviravolta, batendo o Sporting na final da Copa de Portugal na mesma temporada, e conquistando duas vezes o Campeonato Português nas temporadas seguintes, 1994-95 e 1995-96. Na temporada de 1995-96, Bobby foi diagnosticado com um melanoma, perdendo dois meses de treino, mas conseguiu defender o título de campeão português.
Na temporada seguinte foi contratado pelo gigante Barcelona, porém de uma forma inusitada. O presidente do Barça, Joan Gaspart, havia ligado para Robson para tratar da transferência de Luís Figo. No meio da conversa, surgira a proposta de emprego para Bobby, junto com José Mourinho, novamente. Um dos seus grandes acertos foi a contratação do jovem fenômeno Ronaldo, figura importantíssima em todas as conquistas daquela temporada. Em uma entrevista, Ronaldo declarou: "Como treinador, sem dúvida alguma, Robson é um dos maiores do mundo".
Robson foi eleito o treinador europeu do ano na temporada 1996-97, conquistando com o Barcelona a Copa del Rey, a Supercopa da Espanha, e a Recopa da Europa (European Cup Winners' Cup). No ano seguinte, foi promovido a Diretor Executivo de Futebol do Clube, com Louis van Gaal assumindo a casamata. Ficou por um ano no cargo, voltando ao PSV para uma passagem rápida.
Em 1999, Bobby Robson retornou à sua terra natal, a Inglaterra, para assumir um cargo de Diretor Técnico da FA. Entretanto, com a demissão de Ruud Gullit do cargo de treinador do Newcastle, não hesitou em aceitar uma proposta dos Magpies. Finalmente, prestaria serviços ao seu clube do coração desde a infância.
Treinou o Newcastle United por seis temporadas, não conquistando nenhum título. Por outro lado, remontou um time despedaçado, mantendo o clube nas posições altas da tabela. Comandou jogadores como Alan Shearer, Laurent Robert, Craig Bellamy, Nolberto Solano, Jermaine Jenas, Kieron Dyer, Jonathan Woodgate e Shay Given, entre outros. Classificou o clube duas vezes consecutivas para a UEFA Champions League, além de alcançar as semi-finais da Copa da UEFA.
Aposentou-se da carreira de técnico no final da temporada 2003-04, assumindo ainda uma posição de Consultor de Futebol na Federação Irlandesa de Futebol em 2005, antes de se aposentar da carreira no Futebol definitivamente.
Faleceu em 31 de julho de 2009, por conta de um câncer no pulmão, depois de uma longa luta contra a doença, já recorrente a muitos anos de sua vida.
Bobby Robson foi um dos treinadores mais carismáticos que já pisaram em um campo de Futebol. Seu caráter, sua paixão pelo jogo e sua dedicação foram suas características mais marcantes. Era uma pessoa carinhosa e emotiva, como diria Michel Platini, um homem que amava o que fazia.
Um ávido conhecedor de Futebol, foi, como dito antes, mentor de dois gênios táticos da atualidade, José Mourinho, multi-campeão por vários times, como Porto, Internazionale e Real Madrid, e André Villas-Boas, uma das grandes promessas jovens de hoje.
Recebeu a honraria de Comandante da Ordem do Império Britânico ao fim da sua passagem pela Seleção Inglesa, em 1990, e em 2002, foi condecorado como Cavaleiro, tornando-se Sir Bobby Robson, por conta das suas grandes contribuições ao Futebol inglês.
Ainda, recebeu da UEFA em 2002 o Prêmio do Presidente, também em razão de seus serviços prestados ao Futebol europeu. Foi conduzido ao Hall da Fama do Futebol Inglês em 2003, e recebeu, novamente da UEFA, a Ordem Esmeralda do Mérito, em 2008, dada a aqueles indivíduos que dedicaram seus talentos para o bem do Futebol.
Gary Lineker declarou no dia da sua morte: "É um dia triste e uma grande perda. Ele era um homem maravilhoso e fará falta profundamente por todos no país. Nunca joguei para um treinador tão entusiástico como ele. Ele deu muito de si para o jogo". Sir Alex Ferguson também declarou: "É um grande amigo, uma pessoa maravilhosa e tremendo homem do Futebol".
Sir Bobby, merecidamente, é até hoje celebrado e lembrado pelo povo inglês, por causa da sua contribuição incansável e apaixonada para o Futebol do país. Sem qualquer dúvida, é e será para sempre reconhecido como um dos maiores treinadores de todos os tempos.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Grandes Uniformes: Copa do Mundo (Parte 2)
Na segunda parte da Série "Grandes Uniformes", fiz um apanhado dos uniformes mais legais da Copa do Mundo de 2006, disputada na Alemanha. Vamos aos escolhidos então:
Coreia do Sul - Home:
Ainda de ressaca com o surpreendente quarto lugar na Copa do Mundo de 2002, a Coreia do Sul veio como a grande força do continente asiático. Entretanto, fez quatro pontos no seu grupo, sendo eliminada já na primeira fase.
Mesmo assim, apresentou uma reedição do seu uniforme de 2002, fardamento completamente rosa com detalhes azuis, bastante ousado e marcante.
Holanda - Home:
A Holanda voltava à Copa do Mundo. Ausente em 2002, os holandeses vieram com um forte time, e, claro, com o seu clássico uniforme laranja. Nesta Copa, a Nike apostou num fardamento totalmente laranja, camisa, calções e meias.
Fez uma boa campanha na primeira fase, sendo eliminada num jogo violentíssimo e disputado contra a Seleção portuguesa, comandada por Luiz Felipe Scolari.
Brasil - Home:
Diferente dos uniformes de 2002 e 2010, com muitos detalhes, para a Copa de 2006, a Seleção Brasileira apostou em um uniforme clássico, sem chances de errar. Deu certo, pelo menos em relação ao uniforme.
A combinação de camisa amarela com calções e meias azuis é marcante. Infelizmente, o futebol do Brasil não marcou muito, com o "Quadrado Mágico". Fomos eliminados após uma atuação pífia nas quartas de final, contra a França.
Itália - Home:
A Squadra Azzurra raramente vai a uma Copa do Mundo desapontando com o seu fardamento. Na edição em que conquistou a sua quarta conquista, não seria diferente.
Um uniforme totalmente azul, com detalhes em um tom de azul mais claro, foi condizente com o time guerreiro e de categoria italiano. Este uniforme, de camisas, calções e meias azuis foi utilizado contra Gana, e na final contra a França, vencida na disputa de pênaltis.
Croácia - Home:
Os croatas participavam da sua terceira Copa do Mundo depois de declararem-se independentes da Iugoslávia, com um time relativamente envelhecido e deficiente tecnicamente. Foi tão fraca tecnicamente que foi eliminada pela Austrália na fase de grupos.
Entretanto, os croatas se apresentaram com um belo uniforme, o clássico quadriculado em vermelho e branco, com detalhes em azul, calções brancos e meias azuis. Apesar da fraca campanha, representaram seu país com bastante qualidade visual.
Espanha - Home:
A Espanha ainda não era o time que todos conhecem hoje, mas já estava em fase de construção. Com um time que já contava com Xavi, Iniesta, David Villa, Puyol, entre outros, a Fúria fez uma campanha comum, parando na forte França de Zidane nas oitavas de final.
Com um uniforme homenageando os designs da década de 80, vermelho com finas listras verticais amarelas, calções e meias azuis, mantiveram-se fieis ao estilo clássico, plantando o futuro do Futebol espanhol.
Não encontrei muitos uniformes legais nesta Copa, mas fica aí o registro. No próximo post, Copa de 2002!
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Craques que Não Assistimos Jogar: Duncan Edwards
Como o segundo atleta da série "Craques que Não Assistimos Jogar", um espetacular jogador que teve sua carreira e vida drasticamente terminadas por uma catástrofe: Duncan Edwards.
Edwards nasceu em 1º de outubro de 1936, no distrito de Dudley, na Inglaterra. Aos seus tenros doze anos de idade, impressionou os olheiros que presenciaram uma partida da Seleção Inglesa Estudantil. Um deles, Jack O'Brien, do Manchester United, enviou um relatório ao lendário treinador Sir Matt Busby, dizendo que o garoto merecia atenção especial.
Foi contratado pelo United como amador no ano de 1952, aos 15 anos de idade. Edwards, além de treinar no Manchester United, iniciou um curso de carpinteiro, caso não conseguisse lograr sucesso nos gramados.
Edwards, além de participar ativamente da equipe de jovens do United, fazia, no início da carreira, aparições esporádicas no time principal. Estreou aos 16 anos e 185 dias, contra o Cardiff City. Passou a jogar efetivamente na temporada de 1953-54, fazendo 24 aparições no time principal, com apenas 17 anos de idade.
Passou a jogar pela Seleção Sub-23 da Inglaterra, sendo até considerado para uma convocação para a Seleção Principal. Entretanto, no dia em que a comissão técnica o assistiu jogar, teve uma má atuação.
Em 1954-55, passou a ser um titular absoluto da equipe, mostrando toda a sua desenvoltura e personalidade apesar da pouca idade. Era um meio-campo de caráter defensivo, muito forte e técnico. Atuou em 36 partidas e marcou 6 gols. Nesta mesma temporada, faria sua estreia com a camisa da Seleção Inglesa, com meros 18 anos e 183 dias de idade, sendo o mais jovem jogador a vestir a camisa do time inglês. Este recorde só foi superado por Michael Owen, em 1998.
No final da temporada, foi convocado pela Inglaterra para uma turnê pela Europa, sendo titular em todas as partidas. Retornando da turnê, foi convocado pelo Exército, cumprindo tempo de serviço por 2 anos, juntamente com seu colega de equipe e grande craque, Bobby Charlton. Ambos foram liberados para jogarem pelo Manchester United. Entretanto, Edwards continuou disputando partidas pelo Exército, acumulando cerca de 100 partidas na temporada inteira!
Já na temporada 1955-56, mesmo tendo ficado de fora por dois meses, por conta de uma pneumonia, Edwards foi uma das principais peças do lendário time Busby Babes, os garotos comandados por Sir Matt Busby, atuando em 33 partidas e auxiliando o United a vencer o Campeonato Inglês, com uma diferença de 11 pontos para o segundo colocado, o Blackpool.
Na temporada seguinte, jogou 34 partidas no Campeonato Inglês, onde ajudou o Manchester United a vencer o título novamente, além de fazer parte do time que disputou a Copa dos Campeões Europeus de 1957, que incluiu uma massiva vitória de 10 a 0 sobre o Anderlecht, da Bélgica, a maior vitória em número de gols da história do clube.
Já nesta época, era uma presença frequente no selecionado inglês, participando de uma série de jogos das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo. Duncan Edwards, com apenas 21 anos, era uma das grandes referências da Seleção Inglesa, sendo apontado como sucessor da braçadeira de capitão usada pelo grandioso Billy Wright.
Em 1957-58, Edwards fez um grande início de temporada, sendo já pretendido por clubes italianos. Fez sua última partida no Campeonato Inglês em uma vitória de 5 a 4 sobre o Arsenal, em Old Trafford. Seu último jogo foi um empate em 3 a 3 contra o Estrela Vermelha, de Belgrado, na Iugoslávia.
Tragicamente, a vida de Edwards e de mais 21 pessoas, dentre elas, sete jogadores, incluindo os grandes Billy Whelan, David Pegg, Tommy Taylor e Roger Byrne, foi encerrada no Desastre Aéreo de Munique, no dia 6 de fevereiro de 1958. Edwards, inicialmente, sobreviveu ao acidente, sendo levado a um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos causados. Entre os sobreviventes, estavam Sir Matt Busby e Bobby Charlton, que remontariam os Busby Babes na década de 60.
O grande jogador da primeira geração de ouro do Manchester United tinha deixado o mundo. Duncan Edwards, aos 21 anos de idade, encerrava sua carreira precocemente, com inúmeros títulos e inúmeras glórias a serem vencidas.
Duncan Edwards era um jogador tão versátil que era capaz de jogar em todas as posições do campo, exceto de goleiro, com perfeição. Em uma partida, começou como atacante, terminando o jogo como zagueiro, substituindo um companheiro lesionado.
Edwards era exemplo de autoridade, dedicação e espírito de liderança no campo, características raras para um jogador tão jovem. Tinha um fôlego impressionante, e era capaz de desarmes corajosos, não desistindo nunca da posse da bola.
Era um jogador extremamente forte e veloz, habilidoso, guerreiro, capaz de chutar e passar com precisão cirúrgica com ambos os pés. Cabeceava excepcionalmente, e sua jogada característica era a sua galopada por todo o campo, driblando vários adversários em direção ao gol.
Seus apelidos variavam de "The Tank" e "Big Dunc", pela sua imponente presença física, e também "Boom Boom", por conta do seu fortíssimo chute de longe, com ambos os pés.
Stanley Matthews comparou Edwards com "uma rocha em um mar selvagem", e Bobby Moore o comparou com a Rocha de Gibraltar, por sua força e capacidade defensiva.
É considerado por muitos como o maior talento já desperdiçado da história do Futebol.
Bobby Charlton declarou: "Duncan era o único jogador que me fazia sentir inferior", e também: "Que a sua perda foi a maior tragédia da história do Manchester United e do Futebol inglês".
O grande treinador Terry Venables declarou que, estivesse vivo, seria Duncan Edwards quem levantaria o trófeu de Campeões do Mundo pela Inglaterra em 1966, não o lendário Bobby Moore. Tommy Docherty declarou que Duncan Edwards seria o maior jogador de todos os tempos, se continuasse vivo.
Em fevereiro de 1958, o Futebol lamentou uma das suas maiores perdas, mas com certeza o Time dos Céus ganhava um grandioso reforço. Duncan Edwards, com certeza, é, senão o maior, um dos maiores craques que não pudemos assistir demonstrando seu Futebol em campo.
No final da temporada, foi convocado pela Inglaterra para uma turnê pela Europa, sendo titular em todas as partidas. Retornando da turnê, foi convocado pelo Exército, cumprindo tempo de serviço por 2 anos, juntamente com seu colega de equipe e grande craque, Bobby Charlton. Ambos foram liberados para jogarem pelo Manchester United. Entretanto, Edwards continuou disputando partidas pelo Exército, acumulando cerca de 100 partidas na temporada inteira!
Já na temporada 1955-56, mesmo tendo ficado de fora por dois meses, por conta de uma pneumonia, Edwards foi uma das principais peças do lendário time Busby Babes, os garotos comandados por Sir Matt Busby, atuando em 33 partidas e auxiliando o United a vencer o Campeonato Inglês, com uma diferença de 11 pontos para o segundo colocado, o Blackpool.
Na temporada seguinte, jogou 34 partidas no Campeonato Inglês, onde ajudou o Manchester United a vencer o título novamente, além de fazer parte do time que disputou a Copa dos Campeões Europeus de 1957, que incluiu uma massiva vitória de 10 a 0 sobre o Anderlecht, da Bélgica, a maior vitória em número de gols da história do clube.
Já nesta época, era uma presença frequente no selecionado inglês, participando de uma série de jogos das Eliminatórias Europeias da Copa do Mundo. Duncan Edwards, com apenas 21 anos, era uma das grandes referências da Seleção Inglesa, sendo apontado como sucessor da braçadeira de capitão usada pelo grandioso Billy Wright.
Em 1957-58, Edwards fez um grande início de temporada, sendo já pretendido por clubes italianos. Fez sua última partida no Campeonato Inglês em uma vitória de 5 a 4 sobre o Arsenal, em Old Trafford. Seu último jogo foi um empate em 3 a 3 contra o Estrela Vermelha, de Belgrado, na Iugoslávia.
Tragicamente, a vida de Edwards e de mais 21 pessoas, dentre elas, sete jogadores, incluindo os grandes Billy Whelan, David Pegg, Tommy Taylor e Roger Byrne, foi encerrada no Desastre Aéreo de Munique, no dia 6 de fevereiro de 1958. Edwards, inicialmente, sobreviveu ao acidente, sendo levado a um hospital local, mas não resistiu aos ferimentos causados. Entre os sobreviventes, estavam Sir Matt Busby e Bobby Charlton, que remontariam os Busby Babes na década de 60.
O grande jogador da primeira geração de ouro do Manchester United tinha deixado o mundo. Duncan Edwards, aos 21 anos de idade, encerrava sua carreira precocemente, com inúmeros títulos e inúmeras glórias a serem vencidas.
Duncan Edwards era um jogador tão versátil que era capaz de jogar em todas as posições do campo, exceto de goleiro, com perfeição. Em uma partida, começou como atacante, terminando o jogo como zagueiro, substituindo um companheiro lesionado.
Edwards era exemplo de autoridade, dedicação e espírito de liderança no campo, características raras para um jogador tão jovem. Tinha um fôlego impressionante, e era capaz de desarmes corajosos, não desistindo nunca da posse da bola.
Era um jogador extremamente forte e veloz, habilidoso, guerreiro, capaz de chutar e passar com precisão cirúrgica com ambos os pés. Cabeceava excepcionalmente, e sua jogada característica era a sua galopada por todo o campo, driblando vários adversários em direção ao gol.
Seus apelidos variavam de "The Tank" e "Big Dunc", pela sua imponente presença física, e também "Boom Boom", por conta do seu fortíssimo chute de longe, com ambos os pés.
Stanley Matthews comparou Edwards com "uma rocha em um mar selvagem", e Bobby Moore o comparou com a Rocha de Gibraltar, por sua força e capacidade defensiva.
É considerado por muitos como o maior talento já desperdiçado da história do Futebol.
Bobby Charlton declarou: "Duncan era o único jogador que me fazia sentir inferior", e também: "Que a sua perda foi a maior tragédia da história do Manchester United e do Futebol inglês".
O grande treinador Terry Venables declarou que, estivesse vivo, seria Duncan Edwards quem levantaria o trófeu de Campeões do Mundo pela Inglaterra em 1966, não o lendário Bobby Moore. Tommy Docherty declarou que Duncan Edwards seria o maior jogador de todos os tempos, se continuasse vivo.
Em fevereiro de 1958, o Futebol lamentou uma das suas maiores perdas, mas com certeza o Time dos Céus ganhava um grandioso reforço. Duncan Edwards, com certeza, é, senão o maior, um dos maiores craques que não pudemos assistir demonstrando seu Futebol em campo.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Promessas do Futebol Mundial: Juan Iturbe
Hoje, o post é sobre um jovem atacante, de características muito raras hoje em dia no Futebol. Um jogador que não tem medo de ir para cima, veloz, arisco, habilidoso. Trata-se de Juan Manuel Iturbe.
Filho de pais paraguaios, Iturbe nasceu em Buenos Aires, em 4 de junho de 1993. Moravam no bairro de Barracas, até ocorrerem problemas financeiros, que levaram a família Iturbe a voltar ao Paraguai com o pequeno Juan.
Lá, mais precisamente no Universal, iniciaria sua carreira de jogador. Muito jovem ainda, se transferiu ao Trinidense, antes de ser prospectado pelo Cerro Porteño, de Assunção, uma das grandes forças do Futebol paraguaio. Impressionou os dirigentes do gigante paraguaio pela habilidade que tinha na jogada individual, além de ser extremamente versátil, podendo jogar em ambos os flancos do campo.
Fez sua estreia profissional no dia 28 de junho de 2009, com apenas dezesseis anos, contra o Libertad. Desde então, passou a impressionar muitos clubes do Futebol mundial, como por exemplo, Manchester United, Real Madrid, Roma e Tottenham.
No fim da temporada de 2009, Iturbe entrou em conflito com a direção do Cerro Porteño, não assinando um contrato de formação com o clube, sendo afastado do plantel principal. Nesse momento, Iturbe mudou-se por conta própria para a Argentina, onde passou a treinar com a Seleção Sub-20 do país, convidado pelo técnico Sergio Batista. Também, fez parte de um plantel que servia de sparring para a Seleção principal.
Em uma confusa negociação, acabou assinando contrato com o Quilmes, depois, se transferindo para o Porto, de Portugal, para então retornar ao seu clube formador, Cerro Porteño. Na realidade, só poderia se transferir para Portugal quando completasse 18 anos, portanto, deveria voltar para o seu clube de origem.
Atuou, ao todo, entre partidas do Campeonato Paraguaio e Copa Libertadores da América, em 23 partidas, marcando 6 gols, inclusive, duas vezes no mesmo jogo em sua partida de estreia na competição continental, contra o Colo-Colo.
O seu gol mais marcante pelo Cerro Porteño foi no seu primeiro clássico, com apenas 17 anos de idade completados, contra o Olimpia. Estando os azulgrana com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, e sendo que os jogadores titulares estavam sendo poupados para um jogo na Libertadores, Iturbe aproveitou um erro de saída de bola da defesa alvi-negra, chegando na frente do goleiro Aldo Bobadilla, e botando seu time na frente.
Chegando ao Porto, não recebeu muitas chances, tendo disputado apenas 6 jogos. Entretanto, em uma partida amistosa contra o Celta de Vigo, mostrou toda sua habilidade, desvencilhando-se de vários defensores e marcando um belo gol.
Na Seleção Argentina Sub-20, participou do Sul-Americano para a categoria, marcando 3 gols em 9 jogos, bem como do Mundial, jogando em cinco partidas. Um dos seus grandes gols foi no Sul-Americano referido, o gol da vitória de 2 a 1 sobre a Seleção Brasileira.
Iturbe é um jogador muito veloz, canhoto e ágil, capaz de jogadas espetaculares, enfileirando defensores e marcando gols. É um dos poucos jogadores desta geração que não tem medo de errar, característica escassa nos dias de hoje. Desde cedo, é comparado com o melhor jogador do mundo, Lionel Messi, sendo apelidado carinhosamente pelos torcedores paraguaios de El Messi Guaraní.
Dentro de alguns anos, tem tudo para se transformar em um dos grandes craques do Futebol Mundial, por todos os recursos técnicos e físicos que possui.
Filho de pais paraguaios, Iturbe nasceu em Buenos Aires, em 4 de junho de 1993. Moravam no bairro de Barracas, até ocorrerem problemas financeiros, que levaram a família Iturbe a voltar ao Paraguai com o pequeno Juan.
Lá, mais precisamente no Universal, iniciaria sua carreira de jogador. Muito jovem ainda, se transferiu ao Trinidense, antes de ser prospectado pelo Cerro Porteño, de Assunção, uma das grandes forças do Futebol paraguaio. Impressionou os dirigentes do gigante paraguaio pela habilidade que tinha na jogada individual, além de ser extremamente versátil, podendo jogar em ambos os flancos do campo.
Fez sua estreia profissional no dia 28 de junho de 2009, com apenas dezesseis anos, contra o Libertad. Desde então, passou a impressionar muitos clubes do Futebol mundial, como por exemplo, Manchester United, Real Madrid, Roma e Tottenham.
No fim da temporada de 2009, Iturbe entrou em conflito com a direção do Cerro Porteño, não assinando um contrato de formação com o clube, sendo afastado do plantel principal. Nesse momento, Iturbe mudou-se por conta própria para a Argentina, onde passou a treinar com a Seleção Sub-20 do país, convidado pelo técnico Sergio Batista. Também, fez parte de um plantel que servia de sparring para a Seleção principal.
Em uma confusa negociação, acabou assinando contrato com o Quilmes, depois, se transferindo para o Porto, de Portugal, para então retornar ao seu clube formador, Cerro Porteño. Na realidade, só poderia se transferir para Portugal quando completasse 18 anos, portanto, deveria voltar para o seu clube de origem.
Atuou, ao todo, entre partidas do Campeonato Paraguaio e Copa Libertadores da América, em 23 partidas, marcando 6 gols, inclusive, duas vezes no mesmo jogo em sua partida de estreia na competição continental, contra o Colo-Colo.
O seu gol mais marcante pelo Cerro Porteño foi no seu primeiro clássico, com apenas 17 anos de idade completados, contra o Olimpia. Estando os azulgrana com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, e sendo que os jogadores titulares estavam sendo poupados para um jogo na Libertadores, Iturbe aproveitou um erro de saída de bola da defesa alvi-negra, chegando na frente do goleiro Aldo Bobadilla, e botando seu time na frente.
Chegando ao Porto, não recebeu muitas chances, tendo disputado apenas 6 jogos. Entretanto, em uma partida amistosa contra o Celta de Vigo, mostrou toda sua habilidade, desvencilhando-se de vários defensores e marcando um belo gol.
Na Seleção Argentina Sub-20, participou do Sul-Americano para a categoria, marcando 3 gols em 9 jogos, bem como do Mundial, jogando em cinco partidas. Um dos seus grandes gols foi no Sul-Americano referido, o gol da vitória de 2 a 1 sobre a Seleção Brasileira.
Iturbe é um jogador muito veloz, canhoto e ágil, capaz de jogadas espetaculares, enfileirando defensores e marcando gols. É um dos poucos jogadores desta geração que não tem medo de errar, característica escassa nos dias de hoje. Desde cedo, é comparado com o melhor jogador do mundo, Lionel Messi, sendo apelidado carinhosamente pelos torcedores paraguaios de El Messi Guaraní.
Dentro de alguns anos, tem tudo para se transformar em um dos grandes craques do Futebol Mundial, por todos os recursos técnicos e físicos que possui.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Craques que Nasceram no País Errado: Eli Ohana
Desta vez, apresentamos um grande jogador que nasceu no país errado. A época não é muito relevante, até porque não se observou uma evolução no nível de Futebol da sua terra natal. Estou falando do israelense Eli Ohana.
Apesar de relativamente desconhecido, era um time com vários talentos, como o grandioso goleiro belga Michel Preud'Homme, os holandeses Wim Hoefkens, Graeme Rutjes e Erwin Koeman, e o meia belga Marc Emmers. O comando era do treinador talentoso holandês, Aad de Mos.
Era um meia-atacante capaz de marcar muitos gols. Canhoto, habilidoso, oportunista, chegava muito à grande área como um terceiro atacante. Foi um dos primeiros meias modernos a surgirem no futebol europeu.
Ohana nasceu em Jerusalém, tendo se mudado muito jovem com a sua família para a cidade de Haifa. Sua família era muito grande, e sofria de sérios problemas financeiros.
Incentivado pelo seu irmão, Yossi, juntou-se às categorias de base do Beitar Jerusalém aos onze anos de idade, contra a vontade de seu pai. Aos 16 anos, iniciou a carreira profissional de jogador no mesmo Beitar.
Eli surpreendeu a todos desde cedo pela facilidade com que marcava gols. Foi logo chamado para o primeiro time, onde, de início, não conseguiu fazer boas partidas. Entretanto, consegui depois de alguns meses encontrar o seu verdadeiro futebol, auxiliando o seu time a subir para a Liga Leumit, primeira divisão do Futebol israelense.
Um fato triste quase arruinou a carreira de Ohana. Em 1982, sua namorada faleceu em um acidente de carro. Na época em que passou com sua namorada no hospital, sua forma diminuiu drasticamente, tendo muitas pessoas achado que sua carreira no Futebol havia terminado, com Ohana entrando em depressão. Entretanto, com o apoio do seu irmão, Yossi, e do dono do clube, Moshe Dadash, conseguiu se recuperar plenamente.
Na sua primeira passagem pelo Beitar, começando da base, conquistou duas Copas do Estado, em 1984-85 e 1985-86, além de um Campeonato Israelense, na temporada 1986-87. Marcou muitos gols para um jogador da sua posição, cerca de 70 gols no clube.
Aos 23 anos de idade, decidiu mudar de país. Foi comprado pelo Mechelen, da Bélgica, e com o dinheiro que seu clube recebeu, comprou o centro de treinamentos que até hoje usa para seus jogadores. Lá, Ohana encontraria talvez o seu melhor futebol, conquistando três títulos com o desconhecido clube belga.
Apesar de relativamente desconhecido, era um time com vários talentos, como o grandioso goleiro belga Michel Preud'Homme, os holandeses Wim Hoefkens, Graeme Rutjes e Erwin Koeman, e o meia belga Marc Emmers. O comando era do treinador talentoso holandês, Aad de Mos.
Já na sua segunda temporada, conquistaria o Campeonato da Bélgica, na temporada 1988-89. Porém, a sua grande conquista viria em âmbito continental. O Mechelen conquistaria a Recopa da Europa (UEFA Cup Winners' Cup), com atuações majestosas de Ohana.
Marcaria muitos gols importantes. Por exemplo, na segunda rodada, após um empate em casa em 0 a 0 com o St. Mirren, da Escócia, marcou dois gols fora de casa, classificando seu time. Marcaria mais um contra o Dinamo Minsk, fora de casa, nas quartas-de-final. Na semi-final, no primeiro jogo, marcou um gol contra o Atalanta, ajudando seu time a vencer as duas partidas por 2 a 1.
Na Final, o Mechelen enfrentaria a fortíssima segunda geração de ouro do Ajax, que contava com grandes e jovens jogadores, como Danny Blind, Jan Wouters, Rob Witschge, John Bosman, Aron Winter e Dennis Bergkamp. Aos oito minutos do segundo tempo, chocando a Europa, Ohana fez uma bela jogada pela lateral esquerda, cruzando na medida para o cabeceio do atacante Piet den Boer, marcando 1 a 0 para conquistar a Recopa da Europa de 1988.
Na mesma temporada, Ohana receberia o prêmio Bravo, oferecido pela revista italiana Guerin' Sportivo para o melhor jovem jogador europeu do ano. Ainda, ajudaria o Mechelen a bater o PSV Eindhoven para conquistar a Supercopa da Europa de 1988.
Em 1990, passaria pelo Sporting Braga de Portugal, marcando apenas três gols em vinte e cinco partidas.
No ano seguinte, voltaria ao seu amado Beitar Jerusalém. Novamente, o clube estava na segunda divisão de Israel. Em dois anos, auxiliaria o clube a conseguir uma promoção e conquistar o Campeonato Israelense mais uma vez, logo após a subida de divisão. Ainda, em 1996-97 e 1997-98, ajudaria o Beitar a conquistar títulos consecutivos do Campeonato Israelense.
Encerrou a carreira no mesmo Beitar Jerusalém em 1999, aos 35 anos, após uma lesão recorrente. Marcou, ao todo, 152 gols pelo clube.
Na seleção israelense, disputou 50 partidas oficiais, marcando 17 gols. Pelo selecionado de seu país, foi marcado por dois fatos: em 1983, após uma derrota por 7 a 2 para a Argentina, Diego Maradona declarou: "Se há um bom jogador em Israel, ele é Eli Ohana".
O outro fato foi o que lhe tornou herói nacional. Em 1989, antes de uma partida de eliminatórias para a Copa do Mundo, com a Austrália, supostamente o treinador australiano, Frank Arok, havia feito comentários anti-semitas. Durante o jogo, Ohana fez uma linda jogada, driblando dois zagueiros e enganando o goleiro adversário, marcando 1 a 0. Na comemoração, correu em direção ao treinador australiano e beijou a Estrela de Davi.
Foi eleito o jogador israelense do ano em 1984 e 1997. Também foi eleito por um website israelense como o quadragésimo israelense mais importante de todos os tempos.
Como treinador, carreira que exerce até hoje, foi eleito o melhor do país em 2007, quando comandava o Hapoel Kfar Saba. Hoje, treina a Seleção Sub-19 de Israel.
Ohana foi um dos melhores jogadores da história do Oriente Médio, com sua habilidade e faro de gol. Seu pé canhoto deu muitas alegrias aos torcedores de Israel, bem como os do Mechelen e do Beitar Jerusalém.
Certamente, se fizesse parte de um outro país mais tradicional no Futebol internacional, seria um jogador de muito maior nome e sucesso.
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